Polícia Federal investiga vazamento de 223 milhões de CPFs.

O vazamento de 223 milhões de CPFs tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal. A ação tem como finalidade apurar a exposição de dados que atingiu até mesmo brasileiros falecidos. O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento de dados de autoridades.

O inquérito da Polícia Federal (PF) dá a largada após um pedido feito pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em janeiro, segundo a TV Globo. A ação visa investigar os vazamentos de informações de cidadãos e autoridades revelados recentemente, como aquele que expôs dados de 223,47 milhões de brasileiros.

O STF ainda apresentou uma ação para apurar o vazamento. Nesta quarta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes determinou à Polícia Federal o início de uma investigação sobre a exposição de informações de membros da Corte e demais autoridades.

O anúncio ocorre após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, cobrar uma investigação do governo sobre o caso na segunda-feira (1). Em reação a uma notícia sobre a venda de dados de autoridades, Fux enviou ofícios ao ministro da Justiça, André Mendonça, e ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo providências.

No despacho, Moraes afirma que a comercialização de dados pessoais e sigilosos de membros do STF “atinge diretamente a intimidade, a privacidade e segurança pessoal de seus integrantes”. O caso está sendo analisado no âmbito do Inquérito (INQ) 4.781, que apura ofensas e ameaças aos membros da Corte, também relatado pelo ministro.

Vazamento expõe CPFs de 223 milhões de brasileiros

A exposição, conforme revelado pelo Tecnoblog no último dia 22, se concentra em dois casos relacionados, ambos com a mesma quantidade de vítimas: 223,47 milhões. No primeiro, é possível encontrar dados como nome completo, CPF e data de nascimento. O arquivo, que teria sido compilado em agosto de 2019, pesa 14 GB.

A segunda exposição é mais restrita pois requer pagamento em bitcoin para conseguir o acesso às informações completas. Neste caso, a variedade de dados é maior, pois o pacote é composto por mais de trinta categorias distintas, como RG, estado civil, lista de parentes, salário, renda, entre outras tipos de bases.

Após o megavazamento, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou no dia 27 que estava apurando tecnicamente informações sobre o caso. No dia seguinte, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou uma investigação da agência.

Fonte: Tecnoblog Via G1 e Supremo Tribunal Federal